Dói. Dói confiar. Dói acreditar. Dói amar. E dói mais ainda pensar que achei que tudo isto tinha sido real. Nada foi. Nem tu. Nem eu. Nem nós. Nós? Nós morremos. Perdemo-nos algures por aí. Largamo-nos nas esquinas e deixámo-nos à deriva do tempo. Algures. Por aí. Sem rumo. Sem direcção. Fugimos um do outro e desprendemo-nos de nós. Sem querer. Sem saber. E perdermo-nos. E não nos encontramos. A saliva que gastei não basta para que as montanhas se movam na tua direcção. Os gritos que dei não bastam para que o meu mundo volte a ser o teu mundo. A voz falhou-me. No momento em que era preciso dar um grito em teu nome. As minhas pernas falharam-me. No momento em que era preciso correrem no teu sentido. Os olhos falharam-me. No momento em que mais precisava que estivessem atentos. E por fim, falhou-me o coração. Que, no momento em que era mais preciso ele me atraiçoou e fez a minha voz te falhar, as minhas pernas te falharem, os meus olhos te falharem.. E o meu coração falhou-me, falhou-te, falhou-nos. No momento em que mais precisava que corresse para os teus braços sem importar se o deixarias descambar até cair ao chão ou se o apanharias, sem remorsos e sem mais partidas. Quis acreditar que cuidarias dele, quis sentir o teu amor formar-se dentro dele, quis esperar para que cuidasses de mim.. E tu. Falhaste-me, falhaste-te, falhaste-nos. Tu não foste capaz de o fazer. Dói. Dói confiar. Dói acreditar. Dói amar. Dói sentir o mundo avançar, a cada dia, e dói sentir que eu apenas me arrasto por entre tudo isto. Todas estas pessoas, todos estes seres, todos estes desconhecidos. Arrasto-me. Como o vento. Como o tempo. Estou a ir.. andando. Arrastando-me cada vez mais para o escuro. Para um lugar que não sei onde é, o que é ou porque é. O tempo leva-me, os segundos arrastam-me, os dias pesam-me.. E as noites. As noites que tudo me metem medo. A tua ausência, o cheiro a vazio dentro de mim, o sabor da solidão a percorrer-me as veias. A tua ausência, o cheiro a fumo de cigarros, o sabor do sangue que chupo das gotas que me escorrem pelos pulsos. É.. a tua ausência é notável. Só queria, Só queria. Por um dia sentir o coração cheio como sentia. De ar. De confiança. De ilusão. De amor. Eu só queria. Por um dia voltar a senti-lo cheio. Cheio de tudo. De nada, como ele está. Cheio de nada. De tudo, como ele nunca mais voltou a estar. Conduziste-o mal. Largaste-o a meio da caminhada. Largaste a minha mão a meio da caminhada. E agora como faço? Como recupero o coração que me arrancaste do peito? Como pode ser isso possível.. Recuperar um coração? Não tenho mais pedras a percorrer, mas pontes a ultrapassar, mas caminho para andar, mas a nenhum lado que chegar. Perdi-me. A mente, o corpo, o coração. Ficaste com tudo o que te dei. Tudo o que pude. Tudo o que não pude. E tudo o que inventei para te dar. Levaste tudo de mim. E sei que ainda esperas algo mais.. algo que eu tinha e tu não quiseste. Algo que (re)inventei para te dar, sem remorsos, sem mais partidas. Confiança, Amor. Confiei-te. Amei-te. Não sei como. Não sei porquê. Nem eu sei se isto está a fazer sentido. Se algumas destas palavras é tão forte o suficiente para te dizer o que nunca te disse. Não foi falta de vontade. Não foi falta de coragem. Foi.. algo que eu não sei explicar. As palavras falharam-me. No momento em que eu mais precisei que elas se expressassem. Esperei demasiado. Demasiado tempo, demasiado amor. É.. a tua ausência é notável. E, só queria. Por um dia poder sentir-te. Sem medo de não ser capaz. Sem ser cobarde. Sem fraquezas. Só queria.. sentir-te. Por um dia aconchegar-me a ti. Sentir o teu calor. O teu cheiro. Os teus braços. A tua voz. O teu sorriso. O teu olhar. Só queria.. Por um dia poder sentir o teu coração. Por cinco segundos, por dez ou por trinta. Só queria. Ainda não nos encontrei. Ainda andamos por aí à deriva, sem mais não, sem bússola, sem norte, sem rumo, sem direcção. Dói. Dói confiar. Dói acreditar. Dói amar. E eu sabia. Sabia-o e não quis saber. Prendi-me a ti e afugentaste os meus medos. Agarrei-me a ti e encostaste o meu coração ao teu, tão levemente que nem o senti. Juntei-me a ti com esperança de cuidares do meu coração. E tu. Desapontaste-o. Sem querer. Sem saber. E eu. Fiquei aqui. Onde me deixaste. Sem ti. Perdida algures por aí. Isto sem ti, meu amor, é muito duro. É um mundo muito cruel e tu prometeste que cuidarias de mim quando alguém me fizesse mal. E anda tanta gente a magoar-me. Não vês? Não vês que sou arrastada pelo tempo e que ando a deixar rastos de pessoas para trás? A cada segundo fica mais uma perdida. E eu arrasto-me. Sem parar. Sem ter tempo para as apanhar. E elas vão.. vão-se embora. Tal como tu te foste. Foste embora. E tudo o que deixaste foi a tua ausência. O teu cheiro. A tua voz. A tua imagem. O teu corpo. A tua mente. Deixaste, o teu coração. Está aqui. Tenho-o agora entre as mãos em concha que ele me obrigou a formar. A concha pode-se partir. O teu coração pode cair. E tu. Fugiste e esqueceste-te dele aqui. Comigo. Está aqui. Entre a espada e a parede. Entre a queda e a compaixão. Entre o amor e a desilusão. Qual delas valerá mais? Qual achas que será a minha escolha? Segurá-lo ou ser eu o motivo da sua queda? Tu, meu amor, tu sempre soubeste e sempre saberás qual será a minha escolha. Vou cuidar dele. Sem querer. Sem saber. Vou tomar bem conta dele como se fosse o meu. Melhor!, cuidarei dele melhor do que se fosse o meu. Mas mas, não sei como o irei fazer. Como posso cuidar de um coração que não me pertence? Como farei eu isso? Prometi-te que cuidaria dele como se fosse a minha vida e prometi-te que não deixaria de esperar por ti. E agora? Qual valerá mais? Fiz-te uma promessa. Pediste-me que a fizesse. E eu, apaixonada, fi-la. E tu, sabias tão bem como eu, que nunca deixei uma promessa por cumprir. Com isto, eu te digo. Quebraste a tua promessa mas quem diz que eu tenho de quebrar a minha? Perdoa-me, não sei se a conseguirei cumprir. Não neste estado. Não neste momento. Mas, um dia, eu voltarei forte o suficiente para a cumprir. Pode ser que um dia eu seja capaz disso. Hoje não, nem amanhã, nem depois. Estou muito fraca. Já sinto o sabor das lágrimas a tocarem-me nos lábios. O sabor de mais sangue que sugo dos pulsos. O cheiro ao perfume da tua pele. O som da tua voz. Estou muito fraca. E, tenho muitas dúvidas de quando voltarei a estar forte. As pessoas estão a ir embora. Tal como tu foste. E eu vi-te. E não me mexi. As minhas pernas falharam no momento de correr para o teu colo. A voz congelou-me quando precisei de gritar "Não vás, Não vás". O coração bloqueou e os olhos fecharam-se. Na esperança que quando os abrisse, estivesses lá. E não estiveste. Nunca mais voltaste. E eu. Ainda sinto a tua falta. A pessoa que passa o dia sorrindo pode ser a mesma que chora todas as noites antes de dormir.
17 outubro 2011
Revolução do Coração XII
Dói. Dói confiar. Dói acreditar. Dói amar. E dói mais ainda pensar que achei que tudo isto tinha sido real. Nada foi. Nem tu. Nem eu. Nem nós. Nós? Nós morremos. Perdemo-nos algures por aí. Largamo-nos nas esquinas e deixámo-nos à deriva do tempo. Algures. Por aí. Sem rumo. Sem direcção. Fugimos um do outro e desprendemo-nos de nós. Sem querer. Sem saber. E perdermo-nos. E não nos encontramos. A saliva que gastei não basta para que as montanhas se movam na tua direcção. Os gritos que dei não bastam para que o meu mundo volte a ser o teu mundo. A voz falhou-me. No momento em que era preciso dar um grito em teu nome. As minhas pernas falharam-me. No momento em que era preciso correrem no teu sentido. Os olhos falharam-me. No momento em que mais precisava que estivessem atentos. E por fim, falhou-me o coração. Que, no momento em que era mais preciso ele me atraiçoou e fez a minha voz te falhar, as minhas pernas te falharem, os meus olhos te falharem.. E o meu coração falhou-me, falhou-te, falhou-nos. No momento em que mais precisava que corresse para os teus braços sem importar se o deixarias descambar até cair ao chão ou se o apanharias, sem remorsos e sem mais partidas. Quis acreditar que cuidarias dele, quis sentir o teu amor formar-se dentro dele, quis esperar para que cuidasses de mim.. E tu. Falhaste-me, falhaste-te, falhaste-nos. Tu não foste capaz de o fazer. Dói. Dói confiar. Dói acreditar. Dói amar. Dói sentir o mundo avançar, a cada dia, e dói sentir que eu apenas me arrasto por entre tudo isto. Todas estas pessoas, todos estes seres, todos estes desconhecidos. Arrasto-me. Como o vento. Como o tempo. Estou a ir.. andando. Arrastando-me cada vez mais para o escuro. Para um lugar que não sei onde é, o que é ou porque é. O tempo leva-me, os segundos arrastam-me, os dias pesam-me.. E as noites. As noites que tudo me metem medo. A tua ausência, o cheiro a vazio dentro de mim, o sabor da solidão a percorrer-me as veias. A tua ausência, o cheiro a fumo de cigarros, o sabor do sangue que chupo das gotas que me escorrem pelos pulsos. É.. a tua ausência é notável. Só queria, Só queria. Por um dia sentir o coração cheio como sentia. De ar. De confiança. De ilusão. De amor. Eu só queria. Por um dia voltar a senti-lo cheio. Cheio de tudo. De nada, como ele está. Cheio de nada. De tudo, como ele nunca mais voltou a estar. Conduziste-o mal. Largaste-o a meio da caminhada. Largaste a minha mão a meio da caminhada. E agora como faço? Como recupero o coração que me arrancaste do peito? Como pode ser isso possível.. Recuperar um coração? Não tenho mais pedras a percorrer, mas pontes a ultrapassar, mas caminho para andar, mas a nenhum lado que chegar. Perdi-me. A mente, o corpo, o coração. Ficaste com tudo o que te dei. Tudo o que pude. Tudo o que não pude. E tudo o que inventei para te dar. Levaste tudo de mim. E sei que ainda esperas algo mais.. algo que eu tinha e tu não quiseste. Algo que (re)inventei para te dar, sem remorsos, sem mais partidas. Confiança, Amor. Confiei-te. Amei-te. Não sei como. Não sei porquê. Nem eu sei se isto está a fazer sentido. Se algumas destas palavras é tão forte o suficiente para te dizer o que nunca te disse. Não foi falta de vontade. Não foi falta de coragem. Foi.. algo que eu não sei explicar. As palavras falharam-me. No momento em que eu mais precisei que elas se expressassem. Esperei demasiado. Demasiado tempo, demasiado amor. É.. a tua ausência é notável. E, só queria. Por um dia poder sentir-te. Sem medo de não ser capaz. Sem ser cobarde. Sem fraquezas. Só queria.. sentir-te. Por um dia aconchegar-me a ti. Sentir o teu calor. O teu cheiro. Os teus braços. A tua voz. O teu sorriso. O teu olhar. Só queria.. Por um dia poder sentir o teu coração. Por cinco segundos, por dez ou por trinta. Só queria. Ainda não nos encontrei. Ainda andamos por aí à deriva, sem mais não, sem bússola, sem norte, sem rumo, sem direcção. Dói. Dói confiar. Dói acreditar. Dói amar. E eu sabia. Sabia-o e não quis saber. Prendi-me a ti e afugentaste os meus medos. Agarrei-me a ti e encostaste o meu coração ao teu, tão levemente que nem o senti. Juntei-me a ti com esperança de cuidares do meu coração. E tu. Desapontaste-o. Sem querer. Sem saber. E eu. Fiquei aqui. Onde me deixaste. Sem ti. Perdida algures por aí. Isto sem ti, meu amor, é muito duro. É um mundo muito cruel e tu prometeste que cuidarias de mim quando alguém me fizesse mal. E anda tanta gente a magoar-me. Não vês? Não vês que sou arrastada pelo tempo e que ando a deixar rastos de pessoas para trás? A cada segundo fica mais uma perdida. E eu arrasto-me. Sem parar. Sem ter tempo para as apanhar. E elas vão.. vão-se embora. Tal como tu te foste. Foste embora. E tudo o que deixaste foi a tua ausência. O teu cheiro. A tua voz. A tua imagem. O teu corpo. A tua mente. Deixaste, o teu coração. Está aqui. Tenho-o agora entre as mãos em concha que ele me obrigou a formar. A concha pode-se partir. O teu coração pode cair. E tu. Fugiste e esqueceste-te dele aqui. Comigo. Está aqui. Entre a espada e a parede. Entre a queda e a compaixão. Entre o amor e a desilusão. Qual delas valerá mais? Qual achas que será a minha escolha? Segurá-lo ou ser eu o motivo da sua queda? Tu, meu amor, tu sempre soubeste e sempre saberás qual será a minha escolha. Vou cuidar dele. Sem querer. Sem saber. Vou tomar bem conta dele como se fosse o meu. Melhor!, cuidarei dele melhor do que se fosse o meu. Mas mas, não sei como o irei fazer. Como posso cuidar de um coração que não me pertence? Como farei eu isso? Prometi-te que cuidaria dele como se fosse a minha vida e prometi-te que não deixaria de esperar por ti. E agora? Qual valerá mais? Fiz-te uma promessa. Pediste-me que a fizesse. E eu, apaixonada, fi-la. E tu, sabias tão bem como eu, que nunca deixei uma promessa por cumprir. Com isto, eu te digo. Quebraste a tua promessa mas quem diz que eu tenho de quebrar a minha? Perdoa-me, não sei se a conseguirei cumprir. Não neste estado. Não neste momento. Mas, um dia, eu voltarei forte o suficiente para a cumprir. Pode ser que um dia eu seja capaz disso. Hoje não, nem amanhã, nem depois. Estou muito fraca. Já sinto o sabor das lágrimas a tocarem-me nos lábios. O sabor de mais sangue que sugo dos pulsos. O cheiro ao perfume da tua pele. O som da tua voz. Estou muito fraca. E, tenho muitas dúvidas de quando voltarei a estar forte. As pessoas estão a ir embora. Tal como tu foste. E eu vi-te. E não me mexi. As minhas pernas falharam no momento de correr para o teu colo. A voz congelou-me quando precisei de gritar "Não vás, Não vás". O coração bloqueou e os olhos fecharam-se. Na esperança que quando os abrisse, estivesses lá. E não estiveste. Nunca mais voltaste. E eu. Ainda sinto a tua falta.
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12 comentários:
A-M-O , a serio , está tão lindo *.*
ainda bem que sabes, ly ly !
não tens de quê:))<3
Sofia, não tem de ser assim ! não tens de ficar no chão, simplesmente porque alguém te imporrou. não tens que aguentar com a dor. não tens de ser sempre tu a sofrer. Quem te atira ao chao, não te dá o devido valor, não te respeita e acima de tudo, não te ama...mas não essas as pessoas que vão fazer parte da tua vida, ou que te vão ajudar nela. Tens de ser forte amor, lutar contra essa e mais outras dores, lutar contra essa e outras pessoas, tu consegues caramba! Levantar-te finalmente, e por fim..quando qualquer um te quiser empurrar, dizer não, dizer que es mais forte que tudo isso .
Eu sei que consegues amor, e quando o fizeres não só me deixas muito mas muito orgulhosa a mim, como tu propria te vais orgulhar muito de ti ! vou estar sempre aqui amor ♥
Belíssimo texto.
"...foste embora e tudo o que deixaste foi a tua ausência..."
http://mundofashionfemenino.blogspot.com/
Beijinhos!!!
Não perdeste tudo.. sabes? Tens as pessoas do teu canto, poce ser diferente pode.. pode não haver abraços mas estamos cá. Cá e para sempre. Escrevi-te que és forte e escreverei sempre. Mas do que pensar nessa crença é acreditar nela. Sorri, tens um sorriso lindo, aposto contigo. Eu sei... é fácil escrever. Mas ouve... Este texto retrata-me e no fundo guardei as minhas dores no bolso e por 10s vivo as tuas. E olha, meu amor.. Olha bem no fundo da minha alma que eu posso não estar aí mas penso em ti e sei.. sei que és capaz! de tudo! Sorri.. Expressa-te, sente, vive, age. Palavras tuas que faço minhas!
não amor, a força não está sempre presente, e é nos momentos que ela não está presente que tanto eu como muitas outras pessoas estamos cá para ta dar :)
mas agora já aprendeste. ainda gostas dele? s:
adooooorei :o
vais ser forte para passar por isso, está bem? melhor!, vais ser forte para te levantares, pores um sorriso na cara e não olhares para trás ♥
E eu.. amei so *.* .
Esta perfeito :)
Força linda <3
Gostei mesmo do texto *.*
está LINDO!
eu percebi á primeira :$ hihi ♥
Amei, está simplesmente l-i-n-d-o!
Identifico-me muito com muitas partes dele!
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