Acho que cavei um buraco de onde não saí, algo como uma sepultura por onde não dei conta de entrar e por onde não sei como sair. Algo que me prende e me sufoca, algo pior que uma corda em volta do pescoço ou que uma lâmina a cortar a pele. Cavei um buraco, daqueles negros, daqueles em que nunca descobrirei de onde vem a luz. Daqueles que não tem luz, daqueles que não se pode dizer que terei de percorrer para encontrar a luz ao fundo do túnel. Porque ela não existe, nunca existiu. Criei uma ilusão de esperança que nunca poderia ter sido real, mesmo quando poria as minhas mãos no fogo quando jurasse que o era. Bem, o mais certo era eu me queimar. Acho que estar a arder é menos doloroso que isto. Queimar a pele doí e arde, mas terá um final, enquanto que os sentimentos não dão provas que algum dia irão sair dentro de ti. Acostumei-me a uma pseudo felicidade que me pareceu real, quando nunca saí do mundo depressivo em que estive. É algo que não vai embora, por mais que o mande ir. Os sentimentos são fingidos, basta pensares que os deixaste de sentir, e eles voltam. Mas, à superfície todas as minhas questões têm resposta, mas no fundo, há uma pergunta a que eu nunca saberei responder... Eles voltam ou nunca deixaram de existir?

2 comentários:
tenho saudades tuas pequena
tenho tantas saudades da tua escrita, de sentir o teu blog vivo
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